A vida dos influenciadores que foram aos Estados Unidos para a Copa do Mundo ganhou um obstáculo daqueles. Se você é um criador de conteúdo e foi (ou ainda vai) para o país do Mundial com o objetivo de gravar vídeos, publis e outras ações monetizadas é melhor ficar esperto porque o Tio Sam está de olho nisso – e não curtiu.
As autoridades dos Estados Unidos ligaram o alerta vermelho e endureceram a fiscalização para quem pretende trabalhar em solo norte-americano com o visto de turismo, o chamado B-2. A regra da imigração é clara: entrou nos EUA como turista, não pode faturar um centavo dentro do país. Isso inclui gravar vídeos monetizados, fechar publis ou fazer coberturas patrocinadas enquanto estiver lá.
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Tal regra não é novidade, mas acendeu um alerta internacional com a repercussão do caso de Khaby Lame, o influenciador mundial. Ele chegou a ser preso em Las Vegas por causa de problemas com o visto. Outro que sofreu com isso foi o venezuelano Leonel Moreno.
O recado dos Estados Unidos para o mercado de influenciadores é muito claro. Não importa o tamanho da sua conta, nem seu engajamento e muito menos a quantidade de seguidores e de patrocinadores que sustentam a sua conta nas plataformas de redes sociais, pois a lei será cobrada de todos.
Em caso de descumprimento as punições podem ser de cancelamento do visto, deportação imediata ao país de origem e passar anos sem poder colocar os pés no país novamente.
O que fazer para não ter problemas com as autoridades americanas?
Quem ainda não foi para os Estados Unidos e tem compromissos de trabalho por lá, a melhor – talvez a única – opção é solicitar o visto de trabalho no consulado mais próximo. É preciso seguir os trâmites normais. A dica é solicitar o visto O-1, voltado para pessoas com habilidades extraordinária nas artes, esportes ou negócios. Mas atenção: você pode ter que comprovar que ganha a vida com isso.
A reportagem do Viralizou.net tem conhecimento de que profissionais de imprensa que solicitaram o visto para a Copa do Mundo foram questionados na hora da entrevista se gravariam vídeos para redes sociais como forma de trabalho.
Outra saída possível é mudar o foco do seu conteúdo e produzir materiais sem qualquer tipo de monetização de fontes americanas, publicidade local ou ganhos diretos durante a estadia. Sinceramente? Esse caminho é extremamente arriscado, pois gera subjetividade de interpretação de quem fiscaliza.
Por fim: não tente dar um jeitinho! O algorítimo das redes sociais é capaz de entregar às autoridades a sua localização em tempo real e a imigração pode surpreender você a qualquer momento. Ninguém quer ser vítima do famoso e temido ICE por teimosia.
