Em 2026, influenciadores que atuam em áreas sensíveis e oferecem dicas sem a qualificação técnica necessária podem enfrentar multas diárias de até R$ 50 mil.
Essa é a essência do debate em torno do Projeto de Lei nº 5.990/2025, que reforça a responsabilidade de quem lucra com a influência digital. A ideia é simples: quando o conteúdo pode impactar diretamente a vida, o bolso e o bem‑estar de alguém, não basta ser apenas entretenimento ou opinião.
O peso da responsabilidade dos influenciadores na era das redes
A proposta coloca sob observação a atuação de influenciadores digitais em saúde, finanças e direito, áreas onde erro ou má orientação podem causar danos reais. A medida não busca censura, mas promover profissionalismo e cuidado na comunicação de temas sensíveis.
No cenário atual, a confiança depositada pelo público tradicionalmente confere poder às vozes digitais. O texto em discussão na Câmara dos Deputados reconhece esse peso e propõe uma régua que responsabiliza quem se aproveita da credibilidade construída online.
Como a proposta pode mudar o mercado
- Influenciadores que atuam em áreas sensíveis precisarão de qualificação técnica para evitar sanções.
- As marcas podem exigir maior transparência e respaldo técnico antes de associar seus produtos a uma voz específica.
- O mercado pode ganhar em credibilidade, distinguindo profissionais sérios de conteúdos meramente opinativos.
Para leitores: como consumir conteúdo com consciência
Ao navegar pelo feed, vale questionar se a dica vem de alguém com embasamento técnico ou apenas de uma experiência pessoal. Se a indicação envolve saúde, finanças ou direito, procure fontes adicionais, verifique qualificações e busque informações complementares antes de agir.
“A verdadeira influência, afinal, nunca foi sobre o número de seguidores, mas sobre o impacto positivo que se gera. Em tempos onde a atenção é o bem mais valioso, comunicar é um ato de poder”, diz a advogada Andressa Aparecida Nespolo, em artigo publicado no Portal Acontecendo Aqui.
Caminhos para um ecossistema mais responsável
A proposta de lei reforça que, quando a comunicação tem potencial de dano, a responsabilidade deve acompanhar o alcance. Para leitores, significa adotar uma postura crítica; para influenciadores, significa buscar qualificação, transparência e ética; para marcas, significa escolher vozes que combinam influência com responsabilidade.
Fonte original: segundo o portal Acontecendo Aqui, a ideia é fortalecer a confiança pública sem sufocar a criatividade, reconhecendo que o espaço digital amadurece quando profissionalismo encontra autenticidade. Acontecendo Aqui.


